Tênis da Nike em tela do século XVII? Como um detalhe despertou teorias sobre viagem no tempo
- thacianamariani

- 8 de jul. de 2025
- 2 min de leitura
Obra de 1652 intriga visitantes ao exibir o que parece ser o icônico logotipo da Nike em sapatos usados por um garoto retratado há quase 400 anos.

A descoberta que virou sensação
No National Gallery, em Londres, o "Portrait of Frederick Sluysken" (1652), do pintor holandês Ferdinand Bol, vem atraindo curiosos por um detalhe inusitado: o sapato do menino, filho de um rico mercador de vinhos, exibe um mancha branca no lado interno. E essa mancha se assemelha assustadoramente ao logotipo "swoosh" da Nike.
Diversos visitantes, entre eles Fiona Foskett e sua filha Holly, ficaram tão surpresos que brincaram se o garoto seria um viajante do tempo com o primeiro par de tênis Nike já visto.
Por que as pessoas acreditaram em viagem no tempo?
Desde 1964, a Nike é símbolo de inovação esportiva. Ver um "swoosh" em uma pintura de quase 400 anos causa impacto: para muitos, foi um “easter egg” temporal.
Mas essa reação tem razões psicológicas: a nossa tendência a buscar padrões, pareidolia, faz o cérebro associar formas aleatórias a símbolos familiares, embora muitas vezes seja apenas coincidência.
A explicação mais plausível
Especialistas em arte concordam que o que parece um logotipo é apenas parte do sapato tradicional da época, couro costurado ou bordado, talvez a dobra do material e não um anacronismo real.
A hipótese de uma restauro mal feito também chegou a ser sugerida, mas não há evidências disso no histórico da obra.
A reação do Museu
O National Gallery se divertiu com o alvoroço e incentivou o público: “consegue ver um detalhe ‘moderno’?”. Esta estratégia viralizou a tela, aproximando arte clássica e cultura pop.
Esse não é o único “anacronismo” artístisco
Casos semelhantes já viralizaram: pinturas mostrando um smartphone nos anos 1860 ou um tablet em arte antiga. Ao final, sempre se mostrou que se tratava de objetos da época, livros de orações, caixas, cartas e não tecnologias futuristas.

Conclusão
Nada de viagem no tempo, apenas uma coincidência visual.
O caso ilustra como a imaginação popular e as redes sociais transformam detalhes históricos em histórias fantásticas.
Acima de tudo, revela nosso fascínio por mistérios, conexões improváveis e humor ao ver David reencontrar seu “swoosh” entre as sombras do passado.
Fontes: Correio 24 Horas (Brasil),Hyperallergic



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