top of page

Tênis da Nike em tela do século XVII? Como um detalhe despertou teorias sobre viagem no tempo

Obra de 1652 intriga visitantes ao exibir o que parece ser o icônico logotipo da Nike em sapatos usados por um garoto retratado há quase 400 anos.


A descoberta que virou sensação

No National Gallery, em Londres, o "Portrait of Frederick Sluysken" (1652), do pintor holandês Ferdinand Bol, vem atraindo curiosos por um detalhe inusitado: o sapato do menino, filho de um rico mercador de vinhos, exibe um mancha branca no lado interno. E essa mancha se assemelha assustadoramente ao logotipo "swoosh" da Nike.


Diversos visitantes, entre eles Fiona Foskett e sua filha Holly, ficaram tão surpresos que brincaram se o garoto seria um viajante do tempo com o primeiro par de tênis Nike já visto.


Por que as pessoas acreditaram em viagem no tempo?

Desde 1964, a Nike é símbolo de inovação esportiva. Ver um "swoosh" em uma pintura de quase 400 anos causa impacto: para muitos, foi um “easter egg” temporal.


Mas essa reação tem razões psicológicas: a nossa tendência a buscar padrões, pareidolia, faz o cérebro associar formas aleatórias a símbolos familiares, embora muitas vezes seja apenas coincidência.


A explicação mais plausível

Especialistas em arte concordam que o que parece um logotipo é apenas parte do sapato tradicional da época, couro costurado ou bordado, talvez a dobra do material e não um anacronismo real.


A hipótese de uma restauro mal feito também chegou a ser sugerida, mas não há evidências disso no histórico da obra.


A reação do Museu

O National Gallery se divertiu com o alvoroço e incentivou o público: “consegue ver um detalhe ‘moderno’?”. Esta estratégia viralizou a tela, aproximando arte clássica e cultura pop.


Esse não é o único “anacronismo” artístisco

Casos semelhantes já viralizaram: pinturas mostrando um smartphone nos anos 1860 ou um tablet em arte antiga. Ao final, sempre se mostrou que se tratava de objetos da época, livros de orações, caixas, cartas e não tecnologias futuristas.

Pintura de Ferdinand Georg Waldmüller (c. 1860), intitulada The Expected One
Pintura de Ferdinand Georg Waldmüller (c. 1860), intitulada The Expected One

Conclusão

  • Nada de viagem no tempo, apenas uma coincidência visual.

  • O caso ilustra como a imaginação popular e as redes sociais transformam detalhes históricos em histórias fantásticas.

  • Acima de tudo, revela nosso fascínio por mistérios, conexões improváveis e humor ao ver David reencontrar seu “swoosh” entre as sombras do passado.


Fontes: Correio 24 Horas (Brasil),Hyperallergic



 

Comentários


bottom of page